Cuba Sem Barreiras

Manrique, prata e história para Cuba

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manriqueO ginasta Manrique Larduet escreveu seu nome na história do esporte cubano ao conseguir medalha de prata na prova individual geral no campeonato mundial de Glasgow. Ele conseguiu 90,698 pontos e foi superado apenas pelo japonês Kohei Uchimura, que conseguiu 92,332.

O currículo de Uchimura  serve para valorizar ainda mais a prata de Larduet. O japonês conseguiu sua 18ª medalha em Mundias – a sexta seguida de ouro – e é o atual campeão olímpico.

A competição mostrou uma ascensão constante do cubano. Na fase classificatória ele havia rompido pela primeira vez a barreira dos 88 pontos e, com 88,656 se classificou em sétimo lugar. Para chegar a uma medalha, precisava melhorar muito.

E ele melhorou sua nota em cinco dos seis aparelhos. A primeira surpresa veio no cavalo com alças, seu aparelho mais fraco. Na eliminatória, pela primeira vez alcançou 14 pontos. E agora, chegou a 14,300 pontos, a 13ª nota entre os 24 participantes.

Em seguida, foi segundo colocado em argolas, com 15,232 e 15,433 respectivamente. A nota no salto foi importante, pois é um dos seus pontos mais fortes e em que havia falhado na eliminatória, marcando apenas 13,833 pontos.

Terminou a primeira parte dos exercícios em quinto lugar. Então, foi quarto nas paralelas, com 15,733 pontos e primeiro na barra fixa, com 15,333. Assim, chegou ao segundo lugar, pois o inglês Max Wahlock, que era o segundo, caiu.

O último exercício foi o solo e Manrique resguardou-se, contentando-se em não cometer erros. Fez 14,666 pontos. bem menos que os 15,166 da eliminatória. Ficou em 13º, o suficiente para garantir o segundo lugar.

A prata de Manrique supera os dois quintos lugares conseguidos por Erick López nas edições de 2001 e 2003. López, dono de 18 medalhas pan-americanas começa a ser superado pelo novo astro.

Manrique tem ainda três outras chances. No sábado, dia 31, disputará a final do solo. E, no domingo, estará nas paralelas e na barra fixa. As últimas medalhas de Cuba nessas modalidades vieram com López (prata nas paralelas) em 2001 e Charles León (bronze no salto), também em 2001, na Bélgica.

Com 19 anos e em plena ascensão, Manrique tem grandes possibilidades na Olimpíada do ano que vem