Cuba Sem Barreiras

Yarisley Silva sofre drama familiar: companheiro pode ficar paraplégico
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Um grande drama familiar se abateu sobre Yarisley Silva, campeã mundial desergiomestre salto com vara e grande concorrente de Fabiana Murer, Jeniffer Suhr e Yelena Isinbaieva na Olimpíada do Rio.

No dia 4 de fevereiro, seu companheiro Sergio Mestre, saltador de altura sofreu um acidente no Estádio Panamericano de Havana, enquanto treinava em busca de marcas classificatórias para a Olimpíada.

A caída em um dos pulos resultou em fratura e luxação da 12 vértebra da coluna cervical. O diagnóstico dos médicos é considerado “reservado''.

Yarisley deixou a temporada de competições na Europa e voltou a Havana e acompanha a recuperação de Mestre.

Os médicos dizem que foi possível estabilizar a coluna e foi constado que não há resposta sensitiva e nem motora dos membros inferiores. Mestre está sendo submetido a estudos de neurofisiologia e atenção psicológica. Espera-se que a inflamação desapareça para que se conheça a resposta definitiva do organisma o à lesão.

Yarisley voltará aos treinos hoje, mas está decidido que não participará de nenhum evento competitivo na temporada europeia.

 


Ouro deixa Castillo mais perto do Rio-16
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CASTILLOYalennis Castillo venceu o Open de Roma, no final de semana. A judoca cubana chegou ao título com quatro vitórias seguidas, as três primeiras por ippon e a ultima, contra a italiana Assunta Galeone, 18 no ranking, por yuko. Conseguiu 100 pontos no ranking mundial e se aproximou de uma classificação direta para o Rio-16.

É o melhor resultado de Castillo nos últimos tempos, embora o quinto lugar no GP de Havana tenha lhe garantido 120 pontos.

Yalennis surgiu para o judô competitivo em 2007, quando foi chamada às pressas para ocupar o lugar da multicampeã Laborde, que havia desertado. Ela assumiu o posto e chegou à medalha de prata na Olimpíada de Pequim, 2008.

Depois, houve contusões que impediram um bom desenvolvimento na carreira. Foi medalha de bronze nos Pans de Guadalajara-11 e Montreal-15. Não participou da Olimpíada de Londres.

A busca de pontos para o Rio-16 teve ainda as conquistas do bronze para Idalis Ortiz, em Roma. Ela é campeã olímpica e terceira no ranking atual. Conseguirá a vaga, sem dúvidas. Daiaris Mestre (48) e Maricet Espinoza (63), quintas colocadas também caminham para a vaga. Onix Cortez, dos 70 quilos, derrotada na primeira luta, tem a missão muito dura.

Em Oberwart, na Áustria, Jose Armenteros foi bronze nos 100 quilos e Alex Garcia, quinto na categoria acima de 100 quilos. Asley Gonzales, dos 90 quilos, o maior nome masculino do judô cubano, voltou a sentir problemas no ombro direito e não competiu.


Cuba não teme e doma Dragões na China
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Ramirez, campeão olímpico, está de volta

Ramirez, campeão olímpico, está de volta

Os Domadores de Cuba conseguiram sua segunda vitória na World Series Boxing (WSB) de 2016, derrotando os Dragões da China, em Sanya, na China. O resultado foi 5 a 0. As lutas foram pelo formato C-1 (49, 56, 64, 75 e 91 quilos). No dia 26, os Domadores irão à Ucrânia enfrentar os Otomanos no formato C-2 (52, 60, 69, 81 e acima de 91 quilos).

Para esta segunda vitória, os treinadores cubanos voltaram a poupar figuras importantes que se preparam para o Pré Olímpico da Argentina, em março,

A noite começou com uma duvidosa vitória:

49: Santiago Amador (CUB) 2-1 (48-47, 47-48, 49-46) a Xin Huang (CHN)

O  cubano começou melhor, mas foi totalmente dominado nos dois últimos assaltos e sua vitória foi contestada até por jornalistas cubanos.

As outras lutas foram:

56: Robeisy Ramirez (CUB) 3-0 (50-45, 48-47, 50-45) a Long Wang (CHN)

A volta do campeão olímpico de 2012 nos 52 quilos foi muito boa. Dominou totalmente o chinês. Robeisy havia perdido o posto de numero um para Andy Cruz, que consegui a vaga olímpica. Entretanto, Cruz subiu para os 64 quilos e Robeisy irá ao Pré Olímpico.

64: Kevin Brown (CUB) 3-0 (50-45, 50-45, 50-45) a Qianxun Hu (CHN)

O lutador de 21 anos conseguiu sua segunda vitória em duas lutas na WSB. Provavelmente irá assumir o lugar de Yasnier Toledo no próximo ciclo olímpico. Seu adversário será Andy Cruz, da mesma idade.

75: Arlen López (CUB) TKO-3 a Minggang Zhao (CHN)

O campeão mundial conseguiu a melhor vitória, um nocaute técnico. É candidato ao ouro no Rio

91: Frank Sanchez (CUB) 3-0 (50-45, 50-45, 50-45) a Mingtao Li (CHN)

Sanchez é a novidade maior. Derrrotou Erislandi Savon, prata no Mundial, no campeonato cubano e sonha em disputar o Pré Olimípico. Savón ainda é  numero um, mas o garoto está crecendo.

 

 

 

 

 

 

 

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Domadores fazem 5-0 na Turquia
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Um gancho de esquerda nas costelas. Nocaute técnico no primeiro assalto. toiracAssim, Yoandri Toirac (acima de 91 quilos) derrotou Bahram Muzaffer e selou a vitória dos Domadores de Cuba por 5 a 0 sobre os Conquistadores da Turquia, na estreia da equipe cubana na sexta temporada da World Series Boxing.

Toirac (foto)foi uma das novidades da equipe, em relação ao ano passado, que teve Leinier Peró como principal homem. Ainda há dúvidas sobre qual deles será escolhido para tentar, no Pre Olimpico das Américas, em março, conquistar a vaga para a Olimpíada.

Outra novidade foi Frank Zaldivar, dos 52 quilos. Com 19 anos, é vice-campeão cubano e assumiu o posto para dar um descanso a Yosvani Veitia, vice-campeão mundial e já classificado para o Rio-16. Ele, que tem apenas uma luta na WSB, venceu Ferhat Pehlivan, por 3 x 0 (50X45 e duplo 50×44).

Se havia alguma dúvida sobre Zaldivar, toda a certeza do mundo estava sobre a vitória de Lazaro Alvares, tricampeão mundial. Na categoria 60 quilos, ele derrotou Yasin Yilmaz, com os mesmos números de Zaldivar.

O terceiro cubano a lutar foi Roniel Iglesias (69 quilos ), atual campeão olímpico, mas que não teve um bom 2015. Ele ainda não tem vaga garantida no Rio-16 e a vitória por 3 a 0 (triplo 50×45) sobre Serhat Gulerfoi um bom treino.

E chegou a hora do show. Julio Cesar La Cruz (81 quilos), tricampeão mundial, mostrou todo seu arsenal de esquivas e contra-ataque para vencer com muita vantagem: 3×0 (duplo 50×45 e 50×42) a Mehmet Nadir Unal.

A próxima participação dos Domadores será dia 13 de fevereiro, em Pequim, contra os Dragões. As lutas serão nas categorias 49, 56, 64, 75 e 91 quilos

 


Judô tem dois ouros, uma prata, dois bronzes e interrogações
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asley-08-580x430O resultado do GP de Havana foi bom para Cuba. Idalis Ortiz (>78) e Asley Gonzales (90) quilos (foto) ficaram com medalha de ouro. Maricet Espinoza (63) foi prata e os bronzes ficaram com Daiaris Mestre (48) e Alexis Garcia (acima de 100 quilos).

À primeira vista, ótimos resultados. Cuba ficou em segundo lugar, superada apenas pela Rússia, que conseguiu três ouros. Mas uma segunda visão deixa a festa menos completa. E tem a ver com falta de dinheiro

O judô cubano viaja pouco. Tem pouca participação nas competições internacionais. O que deixa os judocas subavaliados no ranking. E 2016 é ano de Olimpíada. A classificação direta é para as 14 judocas mais bem classificadas e para os 22 homens mais bem classificadas. O restante das vagas fica por conta das cotas continentais. Cada país tem direito a duas.

Neste contexto, o GP de Havana seria fundamental para a melhora de pontos, para que judocas conseguissem subir no ranking.

Mas quem ganhou foi quem já estava com vaga garantida. O título servirá para que Ortiz, campeã olímpica e bimundia, e Asley, prata olímpica e campeão mundial, consigam um chaveamento melhor na Olimpíada, mas não ajudou muito quem precisava. Magdiel Estrada, Ivan Silva, Onix Cortes ganharam pouco ou nada. Yandri Torres viu suas esperanças terminarem antes mesmo do início das lutas. Seu irmão gêmeo morreu no dia da sua luta e ele ficou ausente.

Armenteros, que também está bem colocado, foi muito mal.

Quem ganhou pontos importantes?

Maricet Espinoza ficou com 18o a mais e se aproximou da linha de corte. Daiaris Mestre, com 120, entrou no ranking e abre vaga para algum colega entrar pelas cotas. Alexis Garcia, com 60 pontos, conseguiu sua primeira conquista em competições internacionais. É uma revelação que teve suas esperanças renovadas.

Em abril, Cuba será sede do Pan Americano de Judô. Um torneio muito importante, que dá 400 pontos ao vencedor. Terá como rivais os brasileiros e algumas exceções como Paula Pareto (Argentina), Yuri Alvear (Colômbia) e Lenin Preciado (Equador).

Por enquanto, o ranking aponta para classificações de Ortiz, Asley, Armenteros, Daiaris Mestre e boas possiblidades para Maricet e Alexis Garcia. Apenas seis judocas em um total de 14. Pouco para o valor do judô cubano.


Cuba “aberta ao mundo” garante vaga no Rio-16
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Depois de 16 anos – foi apenas sétimo em Sydney-2000 – o vôlei masculino de Cuba voltará a disputar os Jogos Olímpicos. A vaga foi conquistada com uma vitória por 3 a 0 (25/15, 25/21 e 25/21) sobre o Canadá, na final do Pré Olimpíco da Norceca, que contou ainda com México e Porto Rico, também vencidos por Cuba por 3 a 0.

cuba-boletoA vitória é reflexo do recente processo de flexibilização do esporte cubano. Cansado de deserções, os dirigentes agora incentivam que jogadores se transfiram para ligas estrangeiras. As transações são feitas diretamente com as federações cubanas, que ficam com 10% dos valores acordados. Há uma cláusula que garante a presença dos atletas quando a seleção precisar.

Os destaques da jovem seleção cubana – apenas quatro atletas têm mais de 23 anos – atuam fora do país. Rolando Cepeda e Javier Jimenez estão na Grécia, Osma Uriarte na Turquia e Livan Osoria na Argentina. Não são ligas particularmente fortes, mas são muito mais competitivas do que o campeonato nacional cubano, com quatro equipes.

cubaboleto2Rolando Cepeda, de 26 anos, foi o capitão e condutor da seleção cubana. Marcou 21 pontos – cinco aces – na última partida e foi considerado o MVP da competição. Foi ainda o melhor atacante, o melhor oposto e o melhor serviço.

Ricardo Calvo, de 18 anos, foi eleito o melhor levantador, Uriarte foi o segundo melhor atacante e Osoria o segundo melhor bloqueador.

Além de Cuba, estão classificados Brasil, Argentina, Estados Unidos, Itália e Russia. O time cubano não tem esperanças de medalha, mas pode surpreender alguns favoritos. Teria ilusões muito maiores caso o projeto de “flexibilização'' não fosse tão recente. Há jogadores de altíssimo nível espalhados pelo mundo, como Wilfredo Léon, Robertland Simon, Yoandri Leal, Osmani Juantorena…

A classificação foi um tipo de bálsamo para Gilberto Herrera, um dos treinadores ao lado de Rodolfo Sánchez, ex-jogador dos tempos melhores do vôlei cubano.

Herrera era o técnico da seleção cubana que venceu a Copa dos Campeões em 2001. Seis meses depois, a seleção estava na Bélgica para alguns amistosos quando seis jogadores – Ihosvany Hernandez, Angel Dennis, Lionel Marshall, Ramon Gato, Yasser Romero e Jorge Luis Hernandez – deixaram a concentração e abandonaram a seleção.

O treinador ficou sem time e depois sem emprego. Foi trabalhar em clubes da Espanha e na seleção da Venezuela. Agora, voltou. Cuba está novamente na Olimpíada e com menos perigo de deserções que fazem o recomeço ser uma constante no voleibol da Ilha

 


Veitia, o maior treinador do mundo, se aposenta e não virá ao Rio-16
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Ronaldo Veitia, o mais vitorioso treinador da história do judô feminino vai abandonar a carreira em 6 de dezembro,veitia após a participação da seleção feminina de Cuba em competições na Ásia. O anuncio foi feito por Veitia ao site francês www.lespiritdujudo.com.

Aos 68 anos, Veitia alegou motivos de saúde para sua aposentadoria. Depois de uma carreira de pouco sucesso como atleta, ele assumiu a seleção cubana e fez grandes mudanças no tipo de treinamento. As atletas passaram a receber uma carga de exercícios tão grande com os homens. Veitia sempre foi muito exigente, mas também teve uma relação de amizade com suas atletas. Era um tipo “paizão''.

Os resultados foram espetaculares. A partir da Olimpíada de Barcelona-92, as judocas de Veitia conquistaram 24 medalhas (5 de ouro, 9 de prata e 10 de bronze). A última grande alegria foi com Idalis Ortiz, acima de 78 quilos, em Londres, com medalha de ouro. Ela, que havia sido bronze em Pequim-08, ganhou ainda dois mundiais.

Veitia pesa mais de 160 quilos e perdeu muito peso recentemente. Mesmo assim, alegou motivos de saúde para deixar o judô como treinador.

A seguir, a entrevista de Ronaldo Veitia ao site francês.

Em 6 de dezembro, se disputa o Grand Sam de Toquio. É sua última competição?

Disse que iria parar após os Jogos do Rio, mas por razões de saúde, decidi antecipar. Até as melhores histórias tem um fim e chegou a hora de acabar a minha.

Foi difícil de tomar esta decisão?

Estou em paz porque conversei com minha estrela do esporte, Idalis Ortiz. Nós dois sabemos o que significa, para ela e para mim, o que a preparação olímpica significa. Mas, agora preciso cuidar da minha saúde e preferi confiar esta responsabilidade para outro treinador. Ela entendeu. Minha família também. E no dia 21 de outubro, completei 68 anos e me tornei avô pela nona vez. Acho que foi um aviso. Aposentadoria não é o fim de uma vida, é o começo  de outra.

Qual o impacto desta decisão para o judô cubano?

Nada é eterno, tudo evolui e tem um fim. Quero interferir em algumas decisões futuras de quem me substituir. Como diz um grande psicólogo com quem trabalhei, não há nada mais real e concreto do que a verdade que está surgindo a cada dia. Preciso ficar com minha família, que sempre me apoiou.

O senhor disse que iria se aposentar em 2011, mas continuou. O que veio depois de Londres, valeu a pena?

Sim, veio Idalis Ortiz, nossa atleta acima dos 78 quilos. Foi a melhor da Olimpíada. E foi campeão mundial em 2013 e 2014. E em 2015, foi bronze. Assim, ganhei minha 57 medalha em mundiais.

Qual foi seu maior orgulho como treinador?

Foi ver como o judô cresceu. Nunca havíamos ganhado uma medalha internacional. Assumi em 86, depois de perdemos os Jogos Centro Americanos e do Caribe, na Republica Dominicana. O pior foi ver que nos roubaram a medalha de ouro de Yelennis Castilo em Pequim, nos 78 quilos.

O senhor sempre reclamou da falta de condições do judô cubano?

Já imaginou até onde poderíamos ter ido com boas condições? Mesmo assim, conseguimos vencer gigantes como Brasil, Canadá e EUA, com muito mais poder econômico.

O que vai fazer agora?

É o fim de uma era, não é o fim de uma vida. Tenho muitas opções. A prioridade é descansar, mas continuarei a estudar. Judo é minha vida e gosto de trabalhar com garotos. Posso continuar escrevendo livros, já publiquei quatro e quero terminar minha autobiografia que vai se chamar “Ronaldo Veitía Valdivié, histórias de ippon''.

 


Manrique, prata e história para Cuba
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manriqueO ginasta Manrique Larduet escreveu seu nome na história do esporte cubano ao conseguir medalha de prata na prova individual geral no campeonato mundial de Glasgow. Ele conseguiu 90,698 pontos e foi superado apenas pelo japonês Kohei Uchimura, que conseguiu 92,332.

O currículo de Uchimura  serve para valorizar ainda mais a prata de Larduet. O japonês conseguiu sua 18ª medalha em Mundias – a sexta seguida de ouro – e é o atual campeão olímpico.

A competição mostrou uma ascensão constante do cubano. Na fase classificatória ele havia rompido pela primeira vez a barreira dos 88 pontos e, com 88,656 se classificou em sétimo lugar. Para chegar a uma medalha, precisava melhorar muito.

E ele melhorou sua nota em cinco dos seis aparelhos. A primeira surpresa veio no cavalo com alças, seu aparelho mais fraco. Na eliminatória, pela primeira vez alcançou 14 pontos. E agora, chegou a 14,300 pontos, a 13ª nota entre os 24 participantes.

Em seguida, foi segundo colocado em argolas, com 15,232 e 15,433 respectivamente. A nota no salto foi importante, pois é um dos seus pontos mais fortes e em que havia falhado na eliminatória, marcando apenas 13,833 pontos.

Terminou a primeira parte dos exercícios em quinto lugar. Então, foi quarto nas paralelas, com 15,733 pontos e primeiro na barra fixa, com 15,333. Assim, chegou ao segundo lugar, pois o inglês Max Wahlock, que era o segundo, caiu.

O último exercício foi o solo e Manrique resguardou-se, contentando-se em não cometer erros. Fez 14,666 pontos. bem menos que os 15,166 da eliminatória. Ficou em 13º, o suficiente para garantir o segundo lugar.

A prata de Manrique supera os dois quintos lugares conseguidos por Erick López nas edições de 2001 e 2003. López, dono de 18 medalhas pan-americanas começa a ser superado pelo novo astro.

Manrique tem ainda três outras chances. No sábado, dia 31, disputará a final do solo. E, no domingo, estará nas paralelas e na barra fixa. As últimas medalhas de Cuba nessas modalidades vieram com López (prata nas paralelas) em 2001 e Charles León (bronze no salto), também em 2001, na Bélgica.

Com 19 anos e em plena ascensão, Manrique tem grandes possibilidades na Olimpíada do ano que vem


Cuba, campeã do mundo. Após dez anos
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Cuba está feliz. Depois de dez anos, é novamente campeã mundial de boxe. Um título que veio por antecipação, quando ainda falta a segunda rodada de finais, com cinco lutas e a participação de três cubanos.

Arlen López, à direita, garantiu o título a Cuba

Arlen López, à direita, garantiu o título a Cuba

Por enquanto, bastaram os dois títulos na primeira rodada de finais, com Yoahnis Argilagos e Arlen López. O garoto Yoahnis Argilagos, de 18 anos, que havia ganho na categoria cadete há dois anos, repetiu a dose. Derrotou por 3 a 0 (29, 28, 29-28, 29-28) ao russo Vasili Egorov, com um jogo baseado em defesa e rápidos contra-ataques.

Argilagos venceu os dois primeiros assaltos e foi derrotado no último pelo atual campeão europeu. Prata no Pan de Toronto, é uma grande esperança do boxe cubano. Mas não se esperava um título tão cedo.

Foi o quinto título cubano na categoria minimosca. A última conquista havia sido em Belfast-2001 com Yan Barthelemí, que deixou a Ilha em 2007. Em 2013, Yosbany Veitía foi bonze na categoria.

A segunda conquista cubana veio com Arlen López nos 75 quilos. Campeão do Pan em Toronto, ele derrotou o uzbeque Bektemir Melijuziev, prata no campeonato da Ásia. López, que foi campeão mundial cadete em 2009, ganhou por 3 a 0.

A última conquista cubana na categoria foi em Berlim-95, com Ariel Hernández. Emílio Correa foi bronze em Myianiang-2005.

A luta que encerrou a rodada trouxe uma decepção. Erislandy Savón, um dos ídolos da Ilha perdeu para o russo Evgeny Tischenko, prata no útimo mundial. Muito mais alto, o russo foi bem melhor nos dois primeiros assaltos e a reação de Savón no último mostrou-se insuficiente.

Erislandy não conseguiu repetir os feitos de seu tio, Félix, dono de seis títulos entre 1986 e 1997. O último ouro cubano nesta categoria foi com Odlaniel Solis, em 2003. Osmay Acosta foi prata em 2009.

Os resultados:

49: Joahnys Argilagos (CUB) 3-0 (29-28, 29-28, 29-28) a Vasili Egorov (RUS)

56: Michael Conlan (IRL) 3-0 (29-28, 29-28, 30-27) a Murodjon Akhmadaliev (UZB)

64: Vitaly Dunaysev (RUS) 2-1 (29-28, 29-28, 27-30) a Fazliddin Gaibnazarov (UZB)

75: Arlen López (CUB) 3-0 (30-27, 30-27, 30-27) a Bektemir Melikuziev (UZB)

91: Evgeny Tischenko (RUS) 3-0 (30-27, 29-28, 29-28) a Erislandy Savón (CUB)

A última rodada

52: Yosbany Veitía (CUB) vs. Elvin Mamishada (AZE)

60: Lázaro Álvarez (CUB) vs. Albert Selimov (AZE)

69: Daniyar Yeleussinov (KAZ) vs. Mohammed Rabbii (MAR)

81: Joseph Ward (IRL) vs. Julio César La Cruz (CUB)

+91: Ivan Dychko (UKR) vs. Tony Yoka (FRA)

Alvarez e La Cruz vão buscar seu terceiro título seguido. Mesmo se  perder todas as lutas, Cuba terminará com 2 ouros e 4 pratas. Rússia tem 2 ouros e uma prata. E o Azerbaijão, se ganhar suas duas lutas chegará a dois ouros, sem prata.

Com a vitória de Argilados, Cuba conseguiu seis bilhetes olímpicos. Os últimos quatro serão buscados no Pré Olimpico das América. Os candidatos são Andy Cruz (56), Roniel Iglesias, atual campeão olímpico, (69), Erislandy Savón (91) e Leinier Peró (acima de 91).


Cuba perto do título mundial de boxe, após dez anos
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Cuba conseguiu levar seis boxe pugilistas às finais do campeonato mundial de boxe de Doha, no Catar. São dez categorias e a seleção cubana é a que tem mais opções, seguida de Rússia e Uzbequistão, ambas com três..

A Ilha ficou próxima de reconquistar o título mundial, que venceu pela última vez em 2005. Na última edição, há dois anos, os cubanos chegaram a quatro finais. Ganharam duas e ainda conseguiram um bronze.

As finais começam na quarta-feira, dia 14, nas categorias 49, 56, 64, 75 e 91 quilos. Na quinta, dia 15, serão realizadas as finais de 52, 60, 69, 81 e acima de 91 quilos.

argilagos18O primeiro cubano a tentar o título será o mais novo integrante da armada. Joahnis Argilagos, ex-campeão mundial cadete, fez sua primeira luta em janeiro, após completar 18 anos.Teve bom desempenho na WSB, com seis vitórias e três derrotas, foi prata no Pan e também na eliminatória das Américas.

No mundial, surpreendeu com três vitórias, que o levaram à disputa do ouro contra o russo Egorov, muito mais experiente. Mesmo que perca, Argilagos conseguiu o sexto bilhete olímpico para Cuba.

O sétimo pode vir da luta entre Erislandy Savón e o russo Tishcenko. Apenas o vencedor se garante na Olimpíada e Savón é o favorito.

Arlen Lopez, que já tem o bilhete carimbado, disputará o título dos 75 quilos contra Melikusiev, do Uzbequistão. As outras finais de quarta-feira serão entre Michael Conlan, da Irlanda, e Akhmadaliev, do Uzbequistão, nos 56 quilos, e Dunaytsev, da Rússia, e Gaibnazarov, do Uzbequistão, nos 64 quilos.

Como Rússia e Uzbequistão se enfrentam, apenas um dos dois poderá alcançar três títulos. Então, uma boa atuação hoje já pode garantir o título a Cuba. Os três confrontos são diretos. Se vencê-los, já será campeã.

Na quinta-feira, Cuba terá mais três opções. Duas delas, muito fortes. Lázaro Alvares (60 quilos) e Julio Cesar La Cruz (81 quilos) tentarão seu terceiro título seguido. E Yosbani Veitia, nos 52 quilos, tentará o primeiro, depois de ser bronze há dois anos. Eles enfrentarão, respectivamente, a Selimov (Azerbaijão), Ward (Irlanda) e Mamishzada (Azerbaijão). As outras finais serão nos 69 quilos (Yeleussinov, do Casaquistão, e Mohammed Rabii, do Marrocos) e acima de 91 quilos, entre o francês Tony Yoka e Ivan Dychko, do Casaquistão.